Eu Li – O Duque e Eu

sexta-feira, 5 de julho de 2013
Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.
Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.

Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

Autora: Julia Quinn
Título Original: The Duke and I
Série: Os Bridgertons
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Skoob

Os Bridgertons são, de longe, a família mais fértil da alta sociedade. Essa qualidade da viscondessa e do falecido visconde é admirável, embora se possa dizer que suas escolhas de nomes para os filhos sejam bastante infelizes. Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. É claro que a organização é sempre algo benéfico, mas seria de esperar que pais inteligentes fossem capazes de manter os filhos na linha, sem precisar escolher seus nomes em ordem alfabética. [...]

Crônicas da Sociedade de Lady Whistledows – 26 de Abril de 1813
Capítulo 1; Página 15 e 16.

Violet é a matriarca da família Bridgertons, e mesmo depois da morte do marido, vem conseguindo educar muito bem todos os seus oito filhos. Sim, ela tem oito filhos, o que podemos perceber pelo trecho acima, era muito bem visto pela sociedade londrina, onde o que os maridos mais queriam, eram herdeiros. E como a família é bem influente, é sempre convidada para bailes e confraternizações, e é ai que Violet tenta então, arranjar pretendentes para seus filhos – que já podem se casar – principalmente para Daphne, que já está com vinte anos e não arranjou nenhum pretendente à altura.

A moça deseja se casar por amor – e a família respeita isso – porém, nenhum homem de Londres parece olhá-la como uma mulher, apenas como amiga. Bem há uma exceção, Nigel, mas infelizmente ele não desperta o interesse em Daphne. É então que Simon, um Duque bem famoso – por ser pervertido – entra em ação. Ele não quer se casar, mas todas as mães de mulheres solteiras parecem dispostas a apresentar suas filhas a ele. Nem mesmo depois de conhecer Daphne, irmã do seu melhor amigo Anthony, ele muda de ideia.

Porém ele parece ter uma boa ideia, fingir cortejar a moça. Assim, as mães ficariam longe dele, e é obvio que os homens veriam Daphne de forma diferente, pois se um Duque como ele se mostra interessado por uma mulher, é claro que ela deve ser nada menos que espetacular. A moça é claro, aceita bem essa ideia, porque o que mais deseja é formar uma família.

Dos romances de época que a Arqueiro lançou recentemente, este foi o que mais me chamou atenção. Já havia lido ótimos comentários sobre a autora, e a sinopse me deixou bem curioso para conhecer melhor os personagens e saber como tudo iria se desenrolar.

A narrativa é simplesmente, leve e encantadora. A autora, em poucas páginas foi capaz de me prender à história, trazendo romance e humor em doses certas e que me faziam sempre querer ler a página seguinte. E isso só foi possível graças aos personagens muito bem delineados e à forma como eles conseguem interagir entre si. É como se eu realmente estivesse na cena, observando tudo de um ponto privilegiado. E foi isso que fez o livro passar tão rápido a ponto de eu querer parar para não deixar tudo acabar.

Mas acredite, parar de ler não é fácil. Tudo é narrado com uma riqueza de detalhes tão sutil e primorosa, que mesmo os longos capítulos não foram capazes de me desestimular – o que acontece quase sempre, pois não gosto de capítulos longos -. Algo que me chamou atenção foi a forma como a autora delineou conflitos familiares, e foi desenvolvendo-os de forma tão simples a ponto de o pouco drama que o livro tem, permanecer em total equilíbrio com os outros elementos.

Por falar em elementos, o humor é simplesmente constante no livro, seja nos diálogos entre os personagens ou até mesmo no início de cada capítulo, onde nós temos trechos do jornal de fofocas mais famoso de Londres. E eu, assim como os personagens, estou muito curioso pra saber a verdadeira identidade de Lady Whistledows, espero que no futuro, a autora possa nos revelar quem é ela.

A capa do livro me agrada, a revisão foi muito bem feita e a diagramação é bem simples, segue os estilos dos livros da editora, inclusive o fato de começarem um capítulo na mesma página que o outro termina – não gosto disso -.

O livro é um romance de época bem elaborado, que algumas vezes é meloso, é previsível, mas que também foi capaz de trazer algumas surpresas no desenrolar dos acontecimentos. Não tenho dúvidas que comecei a ler romances de época com o pé direito, e com certeza vou querer ler outras coisas da autora.






1 Comentário

  1. Eu amei esse livro. Tão tão fooooooooooooofo <3

    Beijos
    @_RayPereira
    http://porredelivros.blogspot.com.br/

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