Eu Li – O Reino

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Os Fargos são especialistas em caçar tesouros e não pessoas. Mas, então, um barão do petróleo de Texas os procura com uma pedido pessoal: um investigador amigo dos Faros estava em uma missão para procurar o pai do barão, porém, agora ele também está sumido. Sam e Remi seriam capazes de procurar pelos dois? Apesar de não ter adicionado muita informação sobre o caso, Fargos concorda em começar a procura. O que eles encontrarem irá além do que eles imaginaram. Em uma viagem que os irá levar a Tibet, Nepal, Bulgária, Índia e China, os Fargos serão envolvidos com um mercado negro de fósseis, um baú centenário, o ancião do Reino Tibetano de Mustang, um dirigível do século anterior... e um esqueleto que poderia virar a história humana de cabeça para baixo.

Autores: Clive Cussler e Grant Blackwood
Título Original: The Kingdom (Livro #3)
Série: As Aventuras dos Fargo
Editora: Novo Conceito 
Páginas: 336
Skoob 

- Eles estão pisando em nossos calcanhares desde que chegamos aqui. Eu digo que já é hora de virarmos a mesa contra eles... e o próprio King Pai.- Uma inspeção clandestina? – Remi disse com um brilho nos olhos.Sam olhou-a por um instante, e então sorriu tenuemente. – Às vezes sua avidez me assusta.- Eu adoro inspeções clandestinas.- Eu sei que adora, minha cara. Podemos ter ou não o que King está buscando. Vamos ver se conseguimos convencê-lo de que temos. Vamos chacoalhar a árvore um pouco e ver o que cai dela.
Capítulo 11; Página 117.


Sam e Remi Fargo então no Sumatra a trabalho, quando recebem a visita de Zhilan, secretária do famoso e rico empresário Charles King. Ele quer a ajuda dos dois em algo muito sério, algo que envolve Frank Alton, amigo de longa data do casal. Mesmo não gostando da forma como Zhilan age, ambos gostam demais de Alton para não se reunirem com King.

Chegando ao encontro, o milionário explica que Alton, um detetive muito bom, foi contratado para encontrar o pai de King, a muito desaparecido. O problema é que o detetive também desapareceu. Mesmo que os Fargo digam que isso é normal, o empresário afirma que era parte do combinado manter contato enquanto Alton estivesse na investigação.

Mesmo que a especialidade de Sam e Remi não seja caçar pessoas, eles aceitam procurar o amigo, já que é alguém querido. Só que ambos não demoram a suspeitar do que realmente tenha acontecido, e quem está por trás desse desaparecimento. Isso os levará a descobrir para que foram realmente contratados e levará os dois a terras distantes e perigosas.

Depois que li O Espião, também do Clive Cussler, caí de amores pelo autor. Então, claro que estava ansiosamente a espera de um novo livro dele, e quando O Reino chegou, cuidei de pegar logo para ler, já que também é um gênero que eu adoro. Histórias investigativas e de caça a tesouros me fascinam desde sempre.

A escrita de Clive é rápida e com ótimas sacadas. Os humor que me agrada está presente, e posso dizer que em uma dose bem maior, e que me deixou muito feliz em dar algumas gargalhadas durante a leitura. O autor sabe transformar algo simples em uma história intricada, cheias de laços com o passado histórico e tirar de tudo isso um enredo capaz de fazer seu leitor bem feliz.

O livro é em terceira pessoa, o que claro sempre é a melhor escolha em livros do gênero. Por que assim, os detalhes são maiores e podemos conhecem bem melhor diversos personagens ao mesmo tempo. Falando em personagens, Sam e Remi são adoráveis. Eles tem uma sintonia muito boa para tudo que vão fazer. Um termina a frase do outro, um acompanha o raciocínio do outro. Sam é um cavalheiro que os anos de casamento não destruiu, e Remi, uma mulher forte e que está longe do estereótipo de mulher fraca e indefesa.

Também conhecemos vários outros personagens. Entre eles destaco Selma, a secretária do casal e que me fez querer que a cada página, estivesse mais presente na história. Sempre me identifico muito com personagens secundários, às vezes – mais aqui não é o caso – mais que com os personagens principais. Ela é fiel, inteligente e maravilhosa, gostei muito dela.

Só que, por outro lado, algumas coisas não me agradaram durante o livro. Às vezes, a impressão que tive, era que a história esfriava e algumas passagens ficavam sem graça. Como se o autor tivesse um pouco perdido na sua própria história. Isso durava poucas páginas, uma vez que a ação está sempre bem presente durante o livro, mas essas passagens eram tão chatas que me deixavam tristes.

Outro desagrado está na diagramação. Várias vezes, os diálogos começam na mesma linha de um pensamento ou um comentário mental dos personagens. Como exemplo, uso o trecho do livro que escolho para colocar na resenha. Isso de os diálogos estarem na mesma linha do parágrafo anterior não me agrada, e eu acho que a editora poderia ter mais cuidado com isso, uma vez que já ouvi algumas pessoas também dizerem que também não gostam.

A capa é muito linda, tudo a ver com a história, e para mim a Novo Conceito tem que continuar com este estilo. A diagramação é simples e encontrei alguns erros de revisão.

O Reino é um livro divertido, com uma história aparentemente simples mais cheia de reviravoltas. Tem tudo para agradar apreciadores do gênero. Darei três estrelas.




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11 comentários

  1. Kold, que resenha maravilhosa! Bom, eu realmente não consigo me simpatizar com estes livros - não mesmo. Eu não entendo o receio que tenho com eles, nunca os desejei e nunca quis ver como era a narrativa do autor.

    Depois de ler a sua resenha, pude perceber que alguns pontos negativos eram os mesmos que eu vislumbrava e era também, um dos empecilhos que não me deixava não lê-lo. Eu não gosto muito de livros que possuam mais de um autor, creio que a essência é banida da narrativa, claro, existem exceções - porém são mínimas.

    Por fim, pretendo ler o livro em breve mas não quero começar por este, prefiro ler O Espião que como já vi foi um dos seus livros favoritos. Enfim, espero que A Caçada sejam um pouco melhor que O Reino, e as capas? Ousadas e com uma simplicidade invejável! Gosto delas, haha.

    Grande abraço, http://umleitoramais.blogspot.com.br/

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  2. Ainda não li nenhum livro do cussler, mas tenho bastante interesse, as sinopses e as capas sempre são bastante atrativas, sempre gostei bastante de história e escavações ainda mais um livro que fale de busca de tesouros, mesmo não sendo um livro sobre piratas, a problema da diagramação pode realmente incomodar, mas é só dar uma lida com mais atenção que tudo se resolve, não é um dos primeiros, mas com certeza o livro esta na lista das minhas próximas leituras.

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  3. Gostei desse enredo e achei bem instigante. Ainda não li nada desse autor, apesar de já ter adquirido o Espião, que já está na pilha para ler.... De todo modo, gosto muito desse estilo e quero muito ler esse livro.....

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  4. Ainda não li esse livro,mais o que já ouvi sobre ele foi que é muito bom.E pelo que li de sua resenha realmente promete.Gosto de leitura assim,envolvente e empolgante.Quero ler com certeza.

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  5. Parece mais uma história de suspense, mas com muita aventura em diversos lugares pitorescos. Creio que deve ser bem interessante saber como se desenvolve e onde isso tudo vai dar. Atiçou a minha curiosidade... Abraços \0/

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  6. Não conhecia esse livro, mas fiquei muito interessada em ler.

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  7. Gosto muito de histórias assim, de investigação e mistério.... Nunca li nada desse autor, mas fiquei curiosa... E achei a capa uma gracinha...

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  8. Ótima resenha, porém gostaria de chamar a atenção para a falta de pontuação adequada em determinadas partes do texto. Fora isto, está excepcional e deixou-me com uma curiosidade enorme para ler esta obra de Clive Cussler.

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    1. Obrigado Vaavs, já revisamos a resenha novamente para arrumar os erros de pontuação.

      Elder Koldney

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  9. Tenho "O Espião" aqui em casa, mas ainda não o li. A única coisa que posso falar, é que assim como você, também gosto muito de livros com essa pegada de mistério, investigação e caça ao tesouro. Esse "O Reino" me parece que é cheio dessas características que gosto. É ótimo ler algo em que percebemos claramente a química entre as personagens, tanto principais, como as secundárias. Uma pena que a Editora ainda dá umas deslizadas dessas em relação à diagramação. Mas quem sabe um dia ela aprenda, né?!?! Rsrsrs

    @_Dom_Dom

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