No fim do labirinto, Larissa Pardal

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Aqui é totalmente escuro. Passo a maior parte do tempo sentada em um finíssimo tapete que parece não amenizar a desconfortável dureza do chão. Quando me fixo a um ponto em meio a escuridão, lembro de quando eu vivia em um mundo de luzes onde lâmpadas se acendiam quando nascia um sorriso. Penso em todas as decepções que já tive por padronizar as pessoas e por cobrar delas a normalidade que eu mesma não possuo. Perdi a oportunidade de enxergar a luz que havia dentro de parentes, amigos e até desconhecidos. E agora, na ausência dela, é que a valorizo. Sinto saudades de quando a escuridão vinha se aproximando e sorrisos a afastavam. Saem as luzes e entra o conformismo.




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