Entrevista com Luciane Rangel - " Saga Guardians"

terça-feira, 11 de outubro de 2011
Luciane Rangel tem 28 anos, formada em Direito, mas não exerce. É professora de alfabetização (antigo CA, agora 1º ano) e faz faculdade de Letras – Português/Japonês na UERJ. É autora da Saga Guardians, sendo assim, escritora nas horas vagas.

Começou a escrever há quase 10 anos, escrevendo fanfics de anime, mas não demorou muito e ela passou a escrever histórias originais.

Como é seu processo criativo?
Geralmente as ideias vêm "do nada" e preciso correr para escrever, senão acabo esquecendo. Por isso ando sempre com um caderninho dentro da bolsa rs.

O que te levou a escrever e de onde surgiu a idéia de Guardians?
Como disse na resposta anterior, as ideias vem "do nada". Vou anotando e, a partir da ideia inicial, aos poucos vai surgindo a história.

Quais foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?
Como enviei o original apenas para editoras por demanda, as dificuldades foram financeiras mesmo rs. Publicar um livro, no Brasil, ainda é muito trabalhoso e muito caro. Pesquisei muito até achar uma com um preço mais acessível e que realizasse um bom trabalho.

Como você vê o mercado literário, para novos escritores?
Ainda é muito fechado. As livrarias cobram uma porcentagem muito alta (50%) para a venda dos livros, o que obriga a maioria dos autores a serem vendedores de seus próprios livros. A situação se complica ainda mais devido ao preconceito que muitos leitores têm com relação a autores brasileiros. Graças a Deus, aos poucos, essa última situação está mudando. Temos muitos novos autores excelentes no Brasil, que, aos poucos, estão ganhando o seu espaço.

Quais são suas influências para escrever?
Como sempre li muito, vários estilos e autores diferentes, fica difícil apontar uma influência direta na escrita.
Com relação ao estilo, tenho muita influência na cultura japonesa em geral, em especial o mangá e o anime. Mas nenhum título em específico.

Quais foram as suas dificuldades para escrever um livro? Em algum momento lhe veio o pensamento de desistir de tudo?
Esse pensamento veio em vários momentos! Quando a gente escreve algo com amor e dedicação, o trabalho é árduo. Horas na frente de um computador, muita pesquisa e estudo. E isso se torna complicado quando não se pode viver para isso, e tem trabalho, faculdade, família, problemas, contas pra pagar...
Guardians não foi escrito para ser um livro. Eu publicava os capítulos mensalmente na internet e apenas depois de pronto surgiu a ideia de transformá-lo em livro. No período de mais de dois aos que passei escrevendo, vivi um momento bem conturbado da minha vida, com problemas pessoais, de saúde e familiares, fase de entrega de monografia na faculdade, troca de emprego... Tudo isso fez com que eu quase largasse Guardians pela metade. O que me deu força foi o apoio e carinho dos leitores que acompanhavam a história pela internet.

Escrever um livro tem suas dificuldades, mas depois que seu primeiro livro foi lançado, você continuou tendo algum problema na hora de escrever, algo que vem desde o seu primeiro livro?
Meu problema atual para escrever é o tempo. Além do trabalho e do estudo, a divulgação de Guardians é algo que me toma bastante tempo, então é difícil poder sentar na frente do computador para escrever algo. Acho que será mais fácil quando eu conseguir umas férias, no final do ano rs

Um ponto forte nos livros são os personagens, dotados de características, sentimentos e ações que se aproximam dos leitores. Seus personagens são inspirados em alguém do seu cotidiano ou são fictícios? Destaque o que mais lhe atrai e fale um pouco sobre ele.
Dois personagens tiveram inspiração em duas amigas minhas. Uma foi a Shermmie, numa brincadeira com minha amiga Ana Claudia Coelho (desenhista de Guardians) e outra foi a Hikari, inspirada na amiga Karina Tiemi, que foi a primeira leitora de Guardians. Os demais são fictícios.
Difícil dizer o que mais me atrai, pois, como "mãe", gosto de todos eles rs... Mesmo sendo todos bem complicados e cheios dos seus defeitos rs. Acho que é isso que tanto atrai o público nos personagens de Guardians: o fato deles serem todos humanos, com suas qualidades, personalidades próprias e seus defeitos.

Como foi a reação da sua família e amigos ao saber do lançamento de seu primeiro livro?
Meus pais me apoiaram (e ainda apoiam) demais. Muitos amigos me dão muita força também.

Fale um pouco sobre os Guardians.
Guardians é a história de 12 jovens de diferentes nacionalidades, culturas e personalidades, que, apesar de terem uma missão com a importância de salvar o mundo, na verdade, tem como principal batalha a convivência forçada com os demais. É uma história de aventura e luta, mas também de tolerância, auto-aceitação, amor, amizade... Com pitadas de comédia, drama e muito suspense.

Quais são suas pretensões para o futuro? Já tem planos para novos livros?
Tenho algumas ideias soltas em mente, mas no momento preciso de férias para poder me dedicar a qualquer uma delas rs

Como foi a aceitação do público a obra? E como você vê a ação das novas tecnologias nessa divulgação?
Graças a Deus, a aceitação vem sendo ótima. O pessoal vem curtindo muito, o que me deixa super feliz. A internet vem sendo a principal forma de divulgação.

Deixe um recado para outros jovens que estão escrevendo ou pensam em escrever um livro.
Em primeiro lugar, o esforço é essencial. Pesquisem e estudem bastante, tanto os temas que pretende trabalhar quanto a Língua Portuguesa. Ao contrário do que muitos pensam, escrever um livro não é fácil, e requer muita dedicação. Mas se esse é o seu sonho, "meta as caras"! Quanto maior o esforço, melhor é o resultado e a sensação de realização do sonho.

Considerações Finais.
Agradeço ao Valber pela entrevista, e a todos que leram.
E aproveito para deixar meus contatos:

Twitter: @lucyrangel  &  @livroguardians

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