Entrevista com Gisele Galindo - " Uma Jornada ao pulsar de um estranho"

terça-feira, 2 de agosto de 2011
“Uma Aventureira das letras”
Gisele Galindo é graduada em jornalismo, trabalhou como jornalista e assessora de imprensa. Assume ser apaixonada pelas palavras. Atuou como atriz em peças de teatro e curta-metragem para televisão.

Começou a caminhada literária através da poesia, depois escreveu roteiro para teatro, série de TV, revistas e livros. Define-se como uma aventureira das letras.

O primeiro volume de seu livro, “Uma Jornada ao pulsar de um estranho”, da Saga Destino Intimo será lançado pela Editora Literata em Novembro.


Quando começou a escrever?

Aí, você me pegou. Não lembro exatamente o começo, recordo-me de uma professora pedir na segunda ou terceira série para os alunos redigirem uma redação simples. Fui, para variar, uma das últimas a terminar e sempre pedia mais folhas para continuar a escrever. Ela brincou ou ironizou: Vai escrever um livro?


Como é seu processo criativo?

Bem, não existe um processo criativo. A ideia pode vir de um objeto, uma pessoa na rua, uma foto na internet, uma música, uma fala, um desenho, uma mancha na parede, das nuvens, enfim, de qualquer coisa. Depois a mente faz o resto, unindo ou não os elementos. Agora, para estimular a criatividade vale o uso de tudo isso aí também. Para mim, principalmente, a música. Ajuda muito escrever uma lista dos personagens, enquanto vão surgindo, e aprimorá-la também. Sou cheia de listas e arquivos extras.

Como surgiu a ideia para escrever a Série Destino Intimo? Por que a escolha do nome?

Tinha parado temporariamente com os ensaios teatrais, escrito uma peça e os episódios da primeira temporada de uma série televisiva, que está em análise, encontrava-me à deriva, necessitando fazer algo. Foi quando surgiu a ideia de um livro. Demorei a aceitar esse desafio que eu mesma estava me propondo. Parecia-me muito surreal. Não sabia se daria conta. E como aconteceu com todos os meus trabalhos anteriores, num belo dia, sentei-me diante da tela do computador e deixei fluir. Foi maravilhoso, incrível mesmo. O problema maior foi a linguagem, porque ela é completamente diferente tanto no teatro, na TV, no impresso jornalístico e na literatura. É preciso sempre adequá-la ao meio dirigido.

Quais foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?

Para falar bem a verdade: todas. Comecei como a maioria, pesquisando na internet. Entrei em contato via e-mail com algumas, as que condiziam com o gênero da obra em questão. Enviei o original para análise. Ele ainda deve estar em análise em algumas, elas demoram muito para responder. É preciso ter paciência. Muita paciência. Eu, como outros, fui enganada, ludibriada por uma pessoa que se dizia ser editora. Esse foi o maior tombo que levei. Sofri psicologicamente por isso. De certa forma fui bloqueada e o livro 2 de D.I. ficou parado na metade. Claro, que o terminarei este ano ainda. Já que surgiu uma editora linda e real, que aprovou o livro 1, que será lançado em novembro. A Literata. Mas, muito da minha força de vontade de continuar na busca da publicação, devo aos amigos virtuais que fiz em sua maioria os que sofreram o mesmo golpe e hoje, graças a Deus, também estão vencendo.

No Brasil não é nada fácil publicar um livro, principalmente quando se está começando. Quando entrei nesse universo, sabia que enfrentaria dificuldades, mas não que seriam tão complicadas de encarar. É necessário muita força de vontade e não se deixar desanimar e quando preciso, buscar, sim, ajuda externa, amigos, familiares. Nem que seja apenas para se acalmar.

Quais são suas influências para escrever?

Influências? Putz, não existe algo específico.

O que todos podem esperar da Série Destino Intimo?

Ação, romance e muitos toques psicológicos. Serão quatro livros, onde o primeiro se concentra em Luna, os dois seguintes em outros personagens, e o quarto vem para elucidar alguns pontos obscuros da trama. Mas, nenhum perde o foco de Luna Santiago.

Fale um pouco sobre o primeiro volume da Série, “Uma Jornada ao pulsar de um estranho”.

O livro 1 traz o começo da história de Luna Santiago, uma jovem normal, que luta por um espaço no mundo e que de repente se vê diante do maior desafio de sua vida. Bem, não apenas ela, mais alguns personagens surgem para enfrentar o pesadelo. No entanto, fatores como a escolha do estilo de narrativa e acontecimentos veem para desafiar o leitor. Afinal, o que realmente aconteceu? É a questão que permeia a história, que persegue a todos, inclusive o próprio leitor.

Muito mais pode ser lido e descoberto no blog da série e nos perfis da personagem principal e do livro, no Twitter.

Como está sendo a experiência de ter um livro aceito por uma editora?

Não há como explicar em palavras.

Como estão os preparativos para o lançamento?

De vento em polpa. Graças a Deus, tudo está caminhando perfeitamente, as datas se encaixaram e os envolvidos estão animados. A revisão está a cargo de Josy Tortaro, excelente amiga, e a capa será produzida pela equipe da Wiicked Live, eles são incríveis.

Dizia muito, quando me perguntavam, “uma hora dá certo”. Por fim, essa hora chegou! A felicidade é imensa.

Quais são suas pretensões para o futuro? Já há planos para outros livros?

Por enquanto pretendo terminar a série D.I., mas outras ideias muito legais surgem a toda hora. Inclusive uma que surgiu de um conto. Mas, isso fica para uma próxima oportunidade.

Deixe um recado para outros jovens que estão escrevendo ou pensam em escrever um livro.

Amigos, como disse em outras respostas, não é fácil. Se você não possui contatos importantes nem nada disso, não se iluda. O mercado editorial é dificílimo. Por isso, lute, persevere e saiba que é isso o que realmente quer. Visualize um ponto lindo e brilhante lá na frente, que significa sua vitória, seu sonho realizado. Siga firme, aconteça o que acontecer. Siga!

No entanto, estude, leia e escreva muito. Nada valerá seu esforço para realizar seu objetivo, se tiver em suas mãos uma obra ineficaz. Revise incansavelmente. Dê para pessoas de sua confiança uma cópia para que leiam e opinem. Mas, lembre-se, ela precisa estar ligada ao gênero que é seu livro. Não adianta escrever um romance medieval e querer a opinião de um leitor de ficção científica.

Se conseguir uma editora não é fácil, escrever também não o é. São horas, noites e dias, pensando, refletindo, revisando, cortando, acrescentando, aprimorando. Pode ser uma atividade intelectual, mas pode acreditar, o suor psíquico existe.

Considerações finais

Sofra e lute com convicção. Você chegará lá!

Valber, querido, foi um prazer conceder minha primeira entrevista. Amei a experiência. Obrigada!

3 comentários

  1. ainda nao conhecia a autora... gosto deste espaço que os blogs dao aos autores nacionais...

    bjs

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  2. Parabéns Gisele!! Acredito muito no seu trabalho, pelo pouco que já vi. Estou ansiosa por ler a obra completamente! Tenho a certeza de que será um sucesso!!

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  3. Gi,
    Parabéns por mais uma etapa cumprida.
    Que o sucesso te abrace.

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